Bem estar

E aí? Qual é o seu estilo?

Cortes mais justos, saias do tipo lápis, comprimento midi, vestidos longos, estampas retrôs, cropped, e por aí vai. As tendências são tantas e as vitrines das lojas mudam com uma velocidade assustadora. Nunca se falou tanto em moda como atualmente. Mas como saber o meu estilo no meio de tantas opções?

Na foto vemos um manequim com uma fita métrica.
(Créditos da imagem: @fancycrave)

Não importa como você é: alta, baixa, loira, morena, ocidental, oriental, branca, negra, parda, gordinha, magrinha, curvilínea ou mais reta – alguma vez na vida você se viu em dúvida do que vestir, não é? Ou se um estilo em particular combinava com você. Eu me lembro de uma época onde as botas tinham canos altíssimos, até a altura da coxa, e eu achava o máximo looks com elas. Até eu ir na loja e provar uma. Se eu já sou baixinha, com uma bota daquela eu me senti da estatura de uma criança. Desde então eu fico pensando se a moda é realmente para todas as pessoas.

A minha resposta é sim e não. Não porque parece que algumas peças não se encaixam no nosso biotipo. E sim porque se você se sentir bem com uma tendência, vá em frente! Eu nunca tinha sido muito antenada em moda, na verdade ainda não sou, mas com o passar dos anos eu fui percebendo qual o tipo de roupa fica melhor em mim (e com quais eu me sinto mais confortável, é claro).

Por exemplo, eu nunca fui fã (gosto super pessoal, viu gente!) de shorts curtos, roupas decotadas e croppeds. Nem quando eu era adolescente eu me sentia confortável com roupas assim. Acho lindo shorts curtos com uma blusa de alça, mas quando eu visto este tipo de roupa em mim eu me sinto de outro planeta. Também nunca fui muito fã das roupas sem manga. Vai entender né… Mas com o tempo fui percebendo que o meu estilo poderia ser bem mais amplo do que calça jeans, blusa e sapatilha.

A primeira mudança que fiz em mim, ou melhor, no meu guarda roupa, foi experimentar TODAS as minhas roupas e fazer uma seleção do que realmente ficava bom em mim e o que ficava meio blah. Alguns detalhes me serviram de guia para essa verificação, como:

  • Tamanho

Emagrece, engorda, emagrece, engravida, engorda… Sabe essas mudanças corporais que a maioria das mulheres enfrentam? Pois é, aconteceu comigo também! Meu guarda roupa era uma bagunça sem fim, com roupas que me serviam e com roupas que não fechavam mais o botão. Também tinha no meio blusas que usei na gestação e peças que eu tinha enjoado e não podia nem ver na frente. Provar todas as roupas me ajudou a ver o que estava me servindo e o que ainda me interessava.

  • Cores

Aprendi que uma roupa pode ser maravilhosa, mas se a cor não me favorece ela perde todo o seu encanto. Existem diversas maneiras de descobrir as cores que te realçam daquelas que te apagam e te deixam com cara de triste e abatida. Eu vou falar mais disso aqui, mas por hora vale um truque que não tem erro! Sabe quando você chega em um lugar e as pessoas te dizem “nossa, como você está bonita (o)?”. Então, guarde a cor da roupa que você está usando que não tem erro! Em mim não combina marrom, amarelo claro, roxo, lilás e tons pastéis em geral, porque eu sou loira e muito branquinha. Saber quais tonalidades combinam comigo me ajudou a descartar várias peças.

  • Modelagem

Percebi que algumas modelagens simplesmente não funcionam no meu corpo. Não adianta eu teimar e querer usar um jeans cintura baixa que não vai rolar. Também não adianta usar uma saia plissada que eu vou aparentar ter muito mais peso do que realmente eu tenho. Em contrapartida, valorizar o busto funciona comigo, assim como as calças com uma cintura média valorizam minhas curvas. Modelagens largas demais ou compridas demais também são detalhes que temos que prestar atenção.

  • Tendências passadas que não combinam mais com você

Dizem que tudo que sai de moda um dia volta né. Mas e quando é você que não combina mais com a tendência que um dia você mesma amou? Tive minha fase animal print. Era tudo de oncinha, de tigre, de zebra. Ficava lindo em mim. Aí isso sumiu e agora essa tendência voltou com tudo. Mas eu não combino mais com ela, ou melhor, não me sinto mais a vontade com ela. Esse tipo de roupa também saiu do meu armário e poderão fazer a felicidade de outra pessoa por aí.

  • Tipos de roupas que não combinam com o seu estilo de vida atual

Depois que eu me tornei mãe eu me tornei uma pessoa bem mais chata e cautelosa no que diz respeito à roupas. Eu adorava vestidos leves e frescos no verão, do tipo que se bater um vento mostra tudo sabe. Dava para eu usar porque eu tinha sempre as mãos livres para segurar o vestido se um vento mais forte batesse. Mas agora eu seguro mil coisas… são umas duas ou três sacolas, mochila infantil, minha bolsa e muitas vezes uma criança e um cachorro. Tudo isso junto (ah, e muitas vezes tenho que segurar a chave do carro, abaixar para pegar um sapato que caiu no caminho, catar um coco do Bob em lugares públicos, etc.). Como vou usar um vestido que pode me deixar com a calcinha a mostra? Como vou usar uma blusa que se a Sofia der um puxão vai me deixar de peito de fora? Não me sinto confortável e nem segura com esse tipo de roupa. Eu preciso vestir algo que não me preocupe e que deixe minhas mãos livres para segurar outras coisas. Esse tipo de roupa não pertence mais (por enquanto, pelo menos hehe).

Bom, depois de verificadas todas as roupas, eu as separei em três grupos: um que voltou para o armário, um segundo que eu tinha que descartar (roupas furadas, rasgadas e manchadas) e um terceiro grupo que foi enviado para doação.

Depois de separadas, eu comecei a reparar no estilo das roupas que me sobraram. Daí, pude calcular quais as combinações possíveis entre elas. Pouquíssimas coisas tiveram que ser compradas para preencher as lacunas que ficaram. Chamo isso de consumo consciente, que é saber exatamente o que você precisa comprar e não comprar por comprar apenas.

O que eu aprendi nisso tudo foi que:

  • O importante é você se conhecer! Conhecer seu corpo, conhecer o seu estilo e conhecer o que fica bom em você.
  • Não se comparar com ninguém. Não adianta tentar copiar aquela atriz ou aquela youtuber que você acha bonita. Estilo é tão pessoal que não dá para imitar.
  • O melhor estilo é aquele que te deixa confortável. Super cliché, mas é verdade! Não adianta sair de saltão por aí e chegar em casa com bolhas nos pés. Não vale a pena!
  • A moda pode sim ser para todos, desde que você saiba o que combina com você. Não adianta apostar em saia lápis se você odeia saias. Por outro lado, se você gosta de roupa mais justa e tem uns quilinhos a mais, e se você se sente bem assim, vá em frente, menina!
  • Nada é mais bonito do que assumir o seu estilo. Pode ser o estilo calça jeans com camiseta do Mickey e all star. Não importa o quão simples ou sofisticado ele é, o importante é se sentir bem com ele.