Desenvolvimento infantil

As telas e o desenvolvimento infantil: as 7 dúvidas mais comuns dos pais

Será que o contato das crianças com celulares, tablets e TV é saudável? Existe um número máximo de horas que nossos filhos podem ficar conectados? Quando apresentar a tecnologia à eles? Como protegê-los no mundo virtual? Confira as dúvidas mais comuns dos pais e os estudos mais recentes sobre esse assunto.

Outro dia fiz uma pesquisa nos stories do Instagram do Canto da Isa (segue a gente lá!) perguntando aos pais/avós/cuidadores se as suas crianças tinham acesso às telas (quando eu digo telas, eu quero dizer tablet, computador, smartphones, videogames, TV, etc). 100% dos meus respondentes disseram que sim, suas crianças têm acesso à aparelhos digitais.

É quase impossível privarmos nossos filhos das telas. Quase tudo o que fazemos está relacionado à elas: nossos trabalhos, nossos contatos com familiares e amigos, nossos hobbies e por aí vai. Mas, o contato das crianças com as telas é saudável? Existe um número máximo de horas que nossos filhos podem ficar conectados? Quando apresentar a tecnologia à eles? Como protegê-los no mundo virtual?

Para responder essas e outras perguntas, eu irei apresentar um resumão bem simplificado do livro “Como criar filhos na era digital”, da psicóloga infantil britânica Dra. Elizabeth Kilbey. Embora o livro fale sobre filhos, é claro que o assunto é importante também para tios, padrinhos, cuidadores, professores, ou qualquer pessoa que tenha contato com alguma criança.

O efeito do tempo de tela no desenvolvimento infantil

A foto mostra uma criança usando um tablet.

No final de 2016, relatórios começaram a apontar que a internet substituiu a TV pela primeira vez na história como o entretenimento mais popular entre crianças britânicas. Seguindo esses mesmos relatórios, pesquisas apontam que 47% dos pais ingleses temem que seus filhos estejam conectados “demais”. Para completar o quadro, somam-se à isso a falta de orientações governamentais oficiais (tanto no Reino Unido quanto no Brasil) sobre como controlar o tempo de tela. E, por fim, para fechar com chave de ouro, somos uma das primeiras gerações a educarem filhos na era digital. Então, somos, praticamente, cobaias do que fazer ou não fazer com nossos filhos e seus aparelhos, sem a sabedoria e a experiência das gerações anteriores.

Estamos cansados de ver frases do tipo “o excesso de tela para crianças pode causar danos cerebrais a longo prazo e doenças mentais e psicológicas em crianças”. Esses estudos estão certos. Porém, proibir o uso de tecnologia pelas crianças é uma saída eficaz? Pessoalmente, eu não acredito. Elizabeth também não. Não temos mais a opção de embarcarmos ou não no mundo digital; a partir do momento em que já estamos no barco, o que nos sobra é sabermos conduzi-lo da melhor forma possível. E por um caminho sem tempestades, de preferência.

Como as telas afetam as crianças?

Problemas físicos

Crianças em estado latente (0 aos 12 anos) que permanecem durante muito tempo em uma tela, estão diminuindo automaticamente a quantidade de tempo destinada à atividades como brincar ao ar livre, correr, pular, desenhar, pintar, subir e descer escadas ou árvores, etc.

Essa falta de atividade física causa diversos prejuízos nas habilidades motoras das crianças: na marcha ou caminhada, na coordenação motora grossa e na agilidade.

Ficar olhando para uma tela, com o pescoço abaixado e sentado de qualquer jeito, também pode trazer sérios problemas posturais, incluindo a dificuldade de sentar porque seu core (músculos do abdômen) não as mantém eretas.

Além disso, problemas como tendinites, dores nos dedos, pulsos e tendões, além de problemas oculares também podem ocorrer (e não são raros).

Alterações no modo de brincar

No princípio da latência (normalmente até uns 3 anos de idade), as crianças são bastante egocêntricas. O que isso significa em relação ao brincar? Que elas podem estar brincando ao lado de muitas outras crianças, mas nem sempre há interação entre elas. Isso ocorre porque crianças dessa faixa etária ainda estão aprendendo sobre relacionamentos sociais e sobre conceitos como partilhar, dividir e negociar.

Quando uma criança fica muito tempo em telas ela deixa de aprender como brincar e se relacionar com outras pessoas. Além disso, a imaginação e a criação de coisas e brincadeiras podem ficar bastante comprometidas.

Por mais que nós achemos que construir casas em jogos como Minecraft seja criativo, nada substitui o brincar real, no qual a criança sente as texturas, sente o aroma, faz uma caixa de papelão virar um carrinho, etc. O brincar de verdade, e não em uma tela, é muito mais concreto e trabalha com muitos outros conceitos do que aqueles aprendidos em uma tela.

Dificuldades de foco e concentração

A internet tem um ritmo muito mais veloz que a vida real. Além disso, ela nos impede de sentirmos emoções simples e necessárias como o tédio. As coisas acontecem rápido, você está num link e daqui uns segundos está em outro, e em outro, e em outro.

Pulamos de um aplicativo para outro em um clique e respondemos dezenas de mensagens em poucos minutos. Com isso, nossa capacidade de foco e atenção tem diminuído muito com o tempo. Nossa impaciência também: se um site demora mais de três segundos para carregar, a chance de o fecharmos ou de abrirmos outro é muito grande. Nossas notícias estão condensadas a 140 caracteres no Twitter; não podemos perder tempo com grandes textos.

O problema dessa velocidade para cérebros em desenvolvimento é que as crianças se acostumam com esse tempo acelerado. Elas se habituam com a gratificação e a recompensa instantâneas (você joga dez minutos de um jogo e já ganha uma medalha; posta uma foto e já ganha uns likes, e assim vai).

Criança jogando videogame.

Embora estejam se tornando ótimas em serem multitarefas (fazem muitas coisas ao mesmo tempo), estão ficando cada vez mais dispersas e desconcentradas. Isso tem sido um desafio para o aprendizado em salas de aula. Aprender um assunto requer tempo, dedicação, tentativas e erros, e nossos filhos não estão conseguindo administrar isso com paciência.

Problemas de aprendizado e escolares

Muito cuidado com os jogos e aplicativos ditos educacionais! Receber informações de uma tela é receber conhecimento passivamente. E tudo que é feito de modo passivo não é internalizado e logo é esquecido.

As telas podem sim ajudar as crianças nos estudos (eles podem pesquisar sobre um tema na internet, por exemplo), mas não faça disso apenas a única fonte de informação, pesquisa e aprendizado do seu filho. Vocês devem se lembrar de como é gostoso descobrir coisas novas, de como é prazeroso ter um insight sobre algo, né! Uma tela não proporciona isso.

A foto mostra crianças fazendo lição na escola.

Além disso, o tempo de tela em excesso em casa pode atrapalhar o rendimento escolar das crianças, por conta de problemas como concentração e sono.

Sono e hora de dormir

Lembra da velocidade que eu comentei ali em cima? Como uma criança vai pegar facilmente no sono se ela está a mil por hora, no ritmo do seu aparelho digital?

Portanto, não deixe seu filho ficar nas telas antes da hora de dormir. Ao invés disso, aproveite essa hora para acalmar os ânimos e faça desse momento uma ótima chance de vocês interagirem, lendo um livro, fazendo uma oração ou conversando sobre o dia de cada um.

Problemas sociais

Essa é uma das consequências mais trágicas quando falamos de telas durante o desenvolvimento infantil. As crianças, mais do que adolescentes e adultos, necessitam de toque, de atenção, de conversas olho no olho, de interação social. Como fazemos isso com nossas crianças se elas – ou, o que é pior, se NÓS – não deixamos de olhar por um minuto para um aparelhinho em nossas mãos?

Como ensinaremos sobre relacionamentos, regras de convivência, vínculo, amizades se elas estão sempre super concentradas em seus tablets? Como apresentaremos o mundo à elas se elas não estão enxergando o que está acontecendo ao redor de tão distraídas em seus celulares?

Na foto vemos uma criança com os olhos tampados, sozinha.

Já vi com meus próprios olhos uma criança passeando em seu carrinho de bebê no zoológico e enquanto era empurrada pelos pais ela estava assistindo um desenho sobre…. bichos! Que sentido tem nisso? Como ensinar emoções e partir para a educação emocional se estamos cegos, surdos e mudos em nossos mundinhos?

Dúvidas mais comuns dos pais – e como resolvê-las

Acho que agora nós começamos a perceber que o problema não é tão simples assim. Mas se estamos nessa gangorra chamada tempo de tela x desenvolvimento infantil, o que fazer? Será que a tecnologia só traz prejuízos? Vamos além!

1. Meu filho pode possuir um aparelho eletrônico? Com que idade?

Devo comprar um tablet para o meu filho? Qual é a idade certa para comprar um aparelho para a minha criança?

Na foto vemos duas bebês meninas mexendo em um tablet.

Eu sinto lhe dizer que não existe uma recomendação clara e específica para isso. A resposta é: DEPENDE.

Se você resolver comprar um aparelho eletrônico para o seu filho, certifique-se de apresentar à ele algumas regras, afinal o adulto é você e é o adulto que deve sempre direcionar a criança. Caso você não tenha segurança para lidar com regras em relação à isso, talvez seja hora de esperar um tempo.

Porém, algumas dicas podem ajudar:

  • Lembre seu filho que, embora o celular/tablet/videogame/etc. seja dele, quem tem o controle sobre o aparelho é você;
  • Estipule um local para as crianças usarem seus aparelhos, de preferência junto com os adultos da família;
  • Nunca deixe seu filho usar o celular sem supervisão, muito menos sozinho dentro de um quarto (vou explicar melhor depois);
  • Decida os períodos em que a criança poderá ter acesso às telas. Elas poderão ficar com o aparelho durante o jantar? Quando e em quais ocasiões elas poderão ficar “conectadas”?
  • Decida por quanto tempo elas poderão usar as telas por dia e lembre-se que crianças pequenas não possuem autorregulação, ou seja, se você deixá-las ficar no tablet durante o dia todo, elas ficarão no aparelho o dia todo;
  • Evite o hiperfoco excessivo; estimule outras atividades com os seus filhos que não seja só tela;: saiam para caminhar, leiam livros, brinquem juntos;
  • Tenha controle sobre o conteúdo que elas acessam; é interessante assistir os desenhos com eles (ou antes deles até), utilizar aplicativos que tenham como foco as crianças pequenas (por exemplo, prefira o Youtube Kids ao Youtube), saiba o que seu filho vê na tela;
  • Seja coerente em relação às regras.
  • Respeite as regras também!

2. Quanto é um tempo de tela seguro?

Quanto tempo é demais? Qual a quantidade segura de tempo que meus filhos podem passar nas telas?

Alguns países como Taiwan cobram uma multa dos pais (em torno de 4.400 reais) se esses permitirem que seus filhos passem “tempo demais” nas telas. Mas, infelizmente, eles não dizem qual é a quantidade de horas que se enquadram no “demais”.

Elizabeth (a autora do livro que estou resumindo) afirma que é muito difícil criar um sistema de “limite seguro para todos”, uma vez que cada criança e como ela reage ao tempo de tela é diferente. Como recomendação geral, ela considera que crianças de 4 a 7 anos não devem ter mais de 60 a 90 minutos de tela por dia. Já crianças de 8 a 12, não devem ter mais de 90 a 120 minutos de tela por dia. Isso não inclui TV. Ela também fala que o ideal é dividir o tempo máximo de tela por dia em porções de meia hora cada, se for possível.

Menina usando um tablet.

Bom, quem tem filhos menores de 4 anos deve ter percebido que ela não fala sobre os 0 aos 3 anos, né? Como esse é o meu caso também, eu vou falar um pouco sobre como lido com isso na minha casa e com a minha família.

Até 1 ano de idade, o máximo que Sofia interagia era com a TV durante pouquíssimas horas por dia. Na verdade, ela assistia o que eu ou o meu marido assistíamos (claro que programas light, né gente! E isso não incluía jornais, filmes violentos, etc.). A partir do primeiro ano, ela começou a ter acesso ao tablet dela, mas sempre com muita supervisão e poucas vezes na semana. Hoje, com dois anos, ela tem acesso ao tablet durante os fins de semana, o que dá mais ou menos, uma hora no sábado e uma hora no domingo (eu divido esses 60 minutos em porções de meia hora mais ou menos durante o dia). Em relação a TV, nós assistimos filminhos com ela durante os fins de semana. Durante a semana, a TV permanece desligada e o tablet guardado. Também tento não usar o meu celular quando estou ao lado dela.

Na dúvida, é melhor pecar por precaução. Como diz a minha avó “melhor prevenir do que remediar”.

3. Por que é importante deixar as crianças se entediarem?

Vocês que têm mais ou menos a mesma idade que eu devem se lembrar de algo parecido. Minha mãe “adorava” ir ao banco comigo. Mas ao contrário de hoje em dia, as filas dos bancos antigamente eram i-m-e-n-s-a-s. Dona Márcia tinha conta no banco mais movimentado da cidade e escolhia os dias mais cheios (na minha visão de criança). Eu não tinha tablet nem celular para me ocupar naquelas horas. Então o que eu sentia? Tédio, muiiiiittttoooo téééééééddddiiiooo. E então o que eu fazia? Procurava algo para me entreter.

Criança brincando com um monte de folhas.

A capacidade de se auto-ocupar é uma habilidade muito importante para as crianças (obrigada, mãe!) de idade latente aprender.

Vivemos em uma época onde os pais estão em cima de seus filhos o tempo todo para entretê-los (são chamados de pais helicópteros). E qual o modo mais fácil de fazer isso? Dar um aparelho para eles. Por isso é tão comum vermos crianças com celulares em filas de supermercado ou no percurso da escola para casa (mesmo que o trajeto leve 10 minutos).

Porém, as crianças precisam de tédio! Porque é através dele que elas vão desenvolver habilidades de resolução de problemas (curar o próprio tédio), criatividade, brincadeira e interação-social.

4. As telas viciam?

Na minha pesquisa no Instagram eu também perguntei se as pessoas conheciam alguma criança viciada em tempo de tela e monstruosos 77% responderam que SIM!

O vício em internet está sendo reconhecido mundialmente e já existem até espécies de clínicas especializadas em tratar esse tipo de vício.

As crianças particularmente são muito vulneráveis a esse tipo de obsessão porque jogos e aplicativos para crianças são projetados para manter as crianças envolvidas e hiper focadas. Por isso, eles são altamente estimulantes, são movidos por recompensas e fazem com que as crianças desejem passar mais e mais tempo imersas em seus conteúdos.

Menino sorrindo com um netbook.

Como quebrar esse vício? Conecte-se ao seu filho, em primeiro lugar. Se o vício estiver além das suas mãos, retire o aparelho por um tempo e reintroduza, levando em consideração um cronograma ou as regras que você criar (dá uma olhadinha nas dicas ali em cima). Enfrente a reação negativa do seu filho; podem acontecer episódios de birra, choros inconsolados e gritos, mas seja consistente. Lembre-se: você é o adulto da relação!

5. Tem problema as crianças terem redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter)?

Responda com sinceridade: você acha que seu filho tem maturidade suficiente para tirar uma selfie, postar em uma rede social e lidar com os comentários das pessoas (alguns maldosos, por sinal)?

Você sabia que a idade mínima para ter uma conta no Facebook é de 13 anos?

E isso não é atoa. As restrições de idade existem por um motivo. Crianças não tem maturidade para lidar psicologicamente com os problemas e conflitos gerados pelas redes sociais. Aliás, muitos adultos também não.

As redes, apesar de diminuírem distâncias entre as pessoas, trazem dificuldades imensas para as crianças, pois afetam o desenvolvimento da consciência sexual, da imagem corporal, da definição da própria identidade e da individualização.

Crianças em idade latente não possuem regulação emocional e resiliência suficientes para lidar com coisas que podem ver ou vivenciar em ambientes online que não foram feitos para elas.

Além disso, através das redes, elas podem ser vítimas de adultos mal-intencionados, incluindo aqui o abuso psicológico e sexual.

6. Quais são os riscos virtuais e como deixar meus filhos seguros na internet?

Quando o assunto é a segurança dos nossos filhos, devemos pecar pela precaução. A internet propicia que as pessoas falem e façam coisas horríveis, das quais as crianças não tem a menor maturidade para lidar.

Portanto, todo cuidado é pouco! Manter nossas crianças seguras no ambiente virtual é nosso dever como pais, então o Canto da Isa terá um post exclusivamente sobre esse assunto. No entanto, algumas dicas são importantes. Confira:

  • Deixe claro para o seu filho que amigos virtuais não são amigos de verdade (adultos mal intencionados podem se passar por crianças para tirar-lhes informações e cometer crimes contra elas);
  • Converse com seu filho e o instrua a nunca compartilhar informações como nome completo, número de telefone, e-mail, endereço e nome da escola;
  • Nunca deixe seu filho utilizar aparelhos digitais sem o seu monitoramento, muito menos sozinhos em ambientes fechados longe das vistas de todos;
  • Observe qualquer comportamento estranho que seu filho começar a apresentar e, se achar necessário, procure ajuda de um profissional;
  • Observe se o seu filho quer passar muito mais tempo na internet do que antes, ou se não está mais querendo se relacionar com os antigos amigos, ou se ele se sente ansioso ou nervoso quando usa a internet (ou depois de usá-la);
  • Saiba o que é grooming virtual – processo pelo qual alguém prepara uma criança para o abuso sexual – e estude sobre ele;
  • Converse com seu filho sobre bullying virtual e peça para ele lhe procurar sempre que estiver com algo lhe perturbando;
  • Monitore os chats e os bate-papos online do seu filho: você conhece com quem estão conversando? São mesmo crianças do outro lado? A linguagem utilizada está sendo ok?
  • Deixe que seu filho interaja em chats apenas com pessoas que ele conhece na vida real;
  • Evite postar fotos dos seus filhos com uniforme escolar;
  • Evite postar fotos dos seus filhos com pouca ou nenhuma roupa (você não sabe quem está do outro lado);
  • Converse com seu filho sobre compartilhamento de fotos inapropriadas e fale a ele sobre as consequências disso;
  • Peça para seu filho lhe avisar sempre que receber uma foto ou mensagem que ele considere suspeita.

7. O que eu posso fazer para ajudar meu filho a ter outras atividades que não sejam apenas aquelas ligadas às telas?

Desconecte-se! As crianças aprendem com exemplos. Não adianta você restringir o tempo de tela do seu filho se você vive no seu celular.

Faça um detox virtual. Permita-se sair sem seu celular a tiracolo de vez em quando. Olhe para o mundo. Aprenda a observar a natureza, aprecie uma paisagem bonita sem ter que tirar uma foto dela. Saiba que você não será menos querido se não responder ao Whatsapp a todo momento. Permita-se viver sem tecnologia o tempo todo.

De essa chance à você. De essa chance à sua criança!

Um passado não muito distante

Nós sabemos como foi um tempo onde os computadores não dominavam a nossa vida. E foi um tempo bom, em que brincávamos mais, caíamos e nos machucávamos e mesmo assim continuávamos brincando. Sabíamos esperar com paciência a música favorita tocar na rádio para gravarmos na fita cassete. Sentíamos tédio, mas interagíamos o tempo todo.

Os tempos mudaram, claro. Hoje nossos filhos podem acessar o Spotify e ter a música que deseja com um clique. Não há como voltarmos no tempo; temos que aprender a usar a tecnologia a nosso favor e a favor das nossas crianças.

Mas para isso não devemos esquecer que além de um teclado, existe abraço. Além de uma tela touchscreen, existe um brinquedo esperando para ser usado. Existe graça longe dos videogames. Tem um mundo inteiro aguardando para ser explorado. Nossas crianças merecem isso!


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***(Todas as imagens utilizadas neste post foram retiradas do site Unsplash e possuem os seus direitos respeitados).