Gravidez

O que fazer quando o casal sofre com problemas de fertilidade?

Conteúdo da Página

Ter filhos faz parte dos sonhos da maioria dos casais. Muitos se planejam anos a fio para isso. E então, depois de muitas tentativas frustradas, vem o diagnóstico: problemas com fertilidade. Como seguir adiante quando tudo que queremos parece estar tão distante?

Se você está passando por esse problema, saiba que você não está sozinho (a): de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 15% da população mundial em idade fértil sofre com problemas de fertilidade.

Independente da causa, a infertilidade é algo que causa uma grande tristeza para aqueles que estão passando por ela, com momentos de grande euforia e esperança e outros de grande desapontamento e desesperança. Muitas vezes, essa dor é intensificada pelos parentes e amigos que, sem suspeitar dos problemas pelos quais o casal está passando, fazem brincadeiras de quando finalmente o herdeiro vai aparecer.

Infertilidade: perguntas e respostas

1- Quem apresenta mais problemas de fertilidade: a mulher ou o homem?

Gráfico de infertilidade versos gênero.

Embora, no passado, se acreditasse que as mulheres eram as grandes vítimas de problemas de fertilidade, hoje sabemos que ela é multifatorial e pode envolver ambos os parceiros quase em igual proporção. [1]

2- Quais são as principais causas da infertilidade?

Algumas causas para a infertilidade ainda estão sendo estudadas pela medicina, mas algumas associações já foram feitas, como:

A) Fatores femininos: problemas no tubo-peritoneal (quando as trompas de Falópio sofrem ou sofreram algum tipo de lesão), sequelas de doença inflamatória pélvica (DIP), endometriose, distúrbios de ovulação, alterações na dosagem de prolactina, miomas, doenças crônicas (diabetes, problemas na tireoide, obesidade, depressão), idade avançada (após os 40 anos de idade) e o uso de alguns medicamentos.

B) Fatores masculinos: alterações no número, na morfologia e na motilidade nos espermatozoides; alterações do trato genital que impossibilita o depósito do esperma no fundo da vagina durante o coito; problemas de ereção; obesidade; alterações no âmbito testicular, obstrução de dutos; e patologias na próstata.

C) Fatores desconhecidos: quando os exames da mulher e do homem aparecem normais, mas ainda assim as causas da infertilidade são desconhecidas.

3- Quando eu devo começar a investigar uma possível infertilidade?

Se após 1 ano de tentativas, o casal não conseguiu engravidar naturalmente, é recomendado procurar um especialista em reprodução humana que irá solicitar uma série de exames para identificar a causa da infertilidade. Quando a mulher possui mais de 35 anos, recomenda-se buscar ajuda após seis meses de tentativas.

Buscar ajuda de um profissional especializado em infertilidade é importante, também, em casos em que a gravidez acontece, mas por diversos motivos, não se desenvolve, ocasionando o aborto de repetição.

4- Qual é o primeiro passo da investigação da infertilidade?

O primeiro passo é procurar um médico especializado em reprodução humana ou infertilidade. A primeira coisa que ele irá fazer será uma consulta na qual será realizado um exame físico e perguntas quanto ao histórico do casal.

É importante relatar nesta consulta: a periodicidade menstrual, o histórico de infecções sexualmente transmissíveis (herpes genital, sífilis, gonorreia, HIV, HPV e hepatites B e C) caso tenha havido, doença inflamatória pélvica, histórico de apendicite, saída de secreção dos mamilos, ondas de calor, menstruação muito dolorosa ou dores durante a relação sexual.

Para os homens é importante relatar: histórico de infecções sexualmente transmissíveis (herpes genital, sífilis, gonorreia, HIV, HPV e hepatites B e C) caso tenha havido, uso de álcool, drogas, cigarro, presença de varicocele, ou procedimentos cirúrgicos anteriores em testículo ou bolsa escrotal.

A partir desta consulta o médico irá solicitar alguns exames para acompanhar o casal.

5- Quais são os principais exames solicitados?

Na foto vemos tubos de exames.

Em um primeiro momento, o médico poderá solicitar, para as mulheres:

  • Ultrassonografia transvaginal para avaliar a cavidade uterina (procurando identificar possíveis miomas, pólipos) e a morfologia ovariana;
  • Dosagens hormonais;
  • Rastreio da Chlamydia trachomatis (bactéria sexualmente transmissível e associada à lesão tubária);
  • Histerossalpingografia para avaliação das condições anatômicas do útero e tubas uterinas;
  • Exames de videolaparoscopia ou vídeo-histeroscopia.

Para os homens, o exame inicialmente solicitado é o espermograma (no qual será analisada a quantidade, morfologia e motilidade dos espermatozoides).

6- O que é histerossalpingografia e como esse exame é feito? Dói?

Histerossalpingografia é um exame de imagem (radiografia) com o objetivo de verificar a permeabilidade tubária e para avaliar se há miomas, pólipos e outras anormalidades no útero.

Para realizar este exame, a mulher deve estar no período compreendido entre a parada da menstruação e a ovulação (entre o 7º e o 13º dia do ciclo menstrual).

Normalmente, é um procedimento simples, rápido (20 a 30 minutos) e seguro (traz mínimas possibilidades de complicações). Para fazer o exame, a paciente se deita em posição ginecológica e o médico radiologista insere um espéculo vaginal (instrumento usado para dilatar a entrada da vagina). Se necessário, pode ser aplicada uma injeção com anestesia no colo do útero para aliviar a dor. Em seguida, um cateter fino e flexível é inserido no orifício do colo do útero, por onde é injetado uma pequena quantidade de contraste com iodo. Durante o procedimento, o médico pode pedir para a paciente trocar de posição para mover o líquido a lugares específicos. Após o exame, o cateter é removido e a paciente recebe alta para ir para casa.

No decorrer do exame, as pacientes podem sentir um pouco de desconforto, semelhante a cólica menstrual. Algumas pacientes mais sensíveis podem sentir a dor perdurar por algumas horas após o fim da consulta (se dores ou cólicas persistirem por muito tempo, o médico deve ser consultado). Como o exame é conhecido por ser doloroso e desconfortável, os laboratórios podem administrar um analgésico 15 minutos antes do procedimento.

7- O que são videolaparoscopia ou vídeo-histeroscopia e como esses exames são feitos?

Videolaparoscopia ou vídeo-histeroscopia são exames realizados em ambientes cirúrgicos com o uso de cânulas que são introduzidas no abdômen via cicatriz umbilical, ou no útero, pela vagina.

Estes exames são usados para capturar imagens do útero, ovários tubas ou da cavidade uterina.

Alguns problemas encontrados durante o procedimento podem ser tratados na mesma hora, dependendo da sua complexidade e do local onde está sendo realizado o exame.

Pela videolaparoscopia é possível detectar e tratar problemas como endometriose, aderências, cistos, cistos, miomas e obstruções tubárias. Pela vídeo-histeroscopia, é possível detectar problemas internos do útero, como pólipos e miomas.

Estes procedimentos são considerados pouco invasivos e possuem poucos riscos envolvidos.

8- Mulheres mais velhas têm menos chances de engravidar?

Infelizmente, sim.

Embora tenham casos de mulheres com 50 anos engravidando, esses são casos bastante isolados. Isso porque, com o avançar da idade, há um decréscimo da fertilidade feminina. Existem alguns estudos que apontam que 11% das mulheres acima dos 34 anos têm problemas para conceber, 33% das mulheres acima dos 40 anos não engravidam mais, e 87% das mulheres acima dos 45 anos passam a ser inférteis [2].

Esses números preocupantes ocorrem por conta de alguns motivos:

  • Envelhecimento dos oócitos ao longo dos anos, diminuindo sua capacidade de fertilização e aumentando a dificuldade de implantação do embrião;
  • O avanço da idade está associado à uma incidência aumentada de anormalidades cromossômicas, o que explica o maior número de Síndrome de Down em crianças de mães mais velhas e uma maior taxa de abortos espontâneos;
  • Aumento de problemas ginecológicos com a idade (como miomas, endometriose, desordens ovulatória, dentre outros);
  • Diminuição da libido e da frequência das relações sexuais, principalmente próximo da menopausa.

9- Os homens também podem ficar menos férteis com o passar dos anos?

Sim, porém com menos intensidade do que ocorre com as mulheres.

Com o passar dos anos, há uma alteração da qualidade do sêmen e dos espermatozoides. Aliado à isso, homens mais velhos podem ter problemas para iniciar e/ou manter uma relação sexual.

No entanto, não existe uma idade limite em que homens podem ser férteis e conceber uma criança.

10- Para quem é mais indicado fazer uma indução à ovulação, uma inseminação artificial e uma fertilização in vitro (FIV)?

Como são tratamentos diferentes, vamos tratá-los de forma separada.

A imagem mostra a diferença entre a inseminação artificial e a fertilização in vitro.

(A) Indução à ovulação

Embora a indução à ovulação seja uma parte da FIV e da inseminação artificial, ela também pode ser feita isoladamente, sendo indicada para mulheres que apresentam distúrbios hormonais e problemas de ovulação.

Ou seja, a indução à ovulação pode ser útil para mulheres que não ovulam todos os meses. Uma das causas deste problema é a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), um dos problemas mais comuns da irregularidade menstrual.

Assim, se o problema existente no casal é somente a disfunção ovulatória, uma simples indução pode propiciar a gravidez, sem a necessidade de outros procedimentos.

(B) Inseminação artificial

A inseminação artificial consiste em injetar espermatozoides diretamente no útero da mulher e então fecundar o óvulo e gerar o feto. Para que isso aconteça, a paciente toma uma medicação à base de hormônios para estimular a ovulação. O sêmen do parceiro é colhido em laboratório e os espermatozoides com maior potencial, são introduzidos no útero.

Geralmente, a inseminação é o tratamento mais indicado para quando o espermatozoide não alcança o útero naturalmente devido à baixa mobilidade.

(C) Fertilização in vitro (FIV)

A FIV começa com injeções diárias à base dos hormônios usados no procedimento da inseminação. Depois, o médico realiza o ultrassom transvaginal, em que um pequeno bastão envolto com camisinha e gel lubrificante é introduzido na vagina. Ele extrai entre 1 e 3 óvulos, que vão para o laboratório. Lá, ficam em uma estufa com 100 mil espermatozoides (pouquíssimo, já que a ejaculação normal tem de 40 a 100 milhões de células reprodutivas). Depois de 24 horas, um espermatozoide fecunda um óvulo e temos um embrião. O passo seguinte é transferir o embrião para o útero, onde irá se desenvolver.

Normalmente, a FIV é indicada para casais em que o homem tem uma quantidade muito baixa de espermatozoides ou em que a mulher tem as tubas uterinas obstruídas, impedindo a fertilização natural.

11- Quem tem direito de fazer fertilização in vitro pelo SUS?

Desde 2012, através da Portaria nº 3.149, o SUS oferece o programa de reprodução assistida (inseminação artificial ou FIV).

Para ter direito ao tratamento, é preciso ter recebido o diagnóstico de infertilidade após 2 anos de tentativas naturais para engravidar. Infelizmente, de 141 clínicas de FIV no Brasil, apenas 13 atendem pelo SUS, tornando todo o tratamento demorado. De acordo com o próprio SUS, a fila de espera é de 4 anos [6].

12- Tenho endometriose. Posso engravidar?

“Várias mulheres alegam que não vão engravidar por terem endometriose. No entanto, esta afirmativa é falsa. Muitas pacientes com a doença engravidam, algumas até com facilidade. E essencial consultar um profissional habilitado para ajudar e tratar”

ALEXANDRE PUPO. Ginecologista do Hospital Sírio-Libanês.

De acordo com Alexandre [3], a cirurgia para tratar a endometriose com a remoção de toda doença na cavidade abdominal e, principalmente, junto aos órgãos reprodutivos, costuma resolver o problema em até 50% dos casos. 

Porém, se a doença já tiver causado grande formação de aderências e alterado de forma importante o posicionamento dos órgãos reprodutivos, a cirurgia somente não resolve o problema. Nestes casos, a recomendação é associá-la com tratamentos de reprodução assistida.

13- Mulheres que sofreram abortos espontâneos terão mais dificuldades para engravidar?

Não, exatamente. Abortos espontâneos são relativamente comuns e acontecem em cerca de 20% das gestações.

No entanto, se a mulher sofre de abortos de repetição, é importante procurar um médico para analisar o porque da gestação não progredir.

14- O que é varicocele?

É uma doença que provoca a dilatação das veias dos testículos, afetando a qualidade do sêmen e, consequentemente, contribuindo para a infertilidade masculina.

15- Posso escolher o sexo de meu bebê nos tratamentos para engravidar?

Os únicos casos nos quais podemos escolher o sexo do embrião a ser transferido é no caso de doenças genéticas ligadas aos cromossomos sexuais. Nessa situação, visando evitar a transmissão de uma condição patológica, fica permitido a escolha do sexo do embrião [7].

O que fazer (por mais difícil que seja) quando se está passando por isso?

Podem parecer conselhos banais ou simples demais, mas eles fazem toda a diferença.

Fale sobre isso com alguém

Por mais difícil que seja tocar nesse assunto, fale com alguém sobre isso. Desabafe, abra o seu coração, chore se for preciso, xingue um pouco se isso te fizer se sentir melhor. Não se feche em uma bolha.

Se você não se sente a vontade para conversar com um parente, converse com uma amiga. Ligue, marque um café…

Mas fale! Guardar só para você só vai aumentar sua tristeza e decepção.

Se permita sentir tristeza

No ano em que nós tentamos engravidar (eu tenho SOP) eu me sentia muito triste quando alguém me contava que estava esperando um bebê. É claro que eu ficava muito feliz pela pessoa e pela criança que estava por vir. A tristeza era comigo mesma (“porque só eu não consigo?”), e muitas vezes eu me sentia culpada por estar me sentindo assim.

Mulher encostada na parede de cabeça baixa.

Mas isso é normal. Descobri ao longo dos anos que validar os nossos sentimentos é importante para conseguirmos lidar melhor com eles. Portanto, se permita sentir tristeza de vez em quando, afinal, você é humana.

Seja parceiro (a) do seu cônjuge

Não importa se a causa da infertilidade esteja em você. Não conseguir engravidar é um problema do casal e nessas horas o que mais vocês precisam é se unir para um levantar o outro nos momentos de tristeza. Juntos vocês são mais fortes. Conversem a respeito, discutam sobre a possibilidade de procurar um tratamento médico, sejam parceiros um do outro.

Vocês estão no mesmo barco, então se unam.

Nunca, jamais, culpe o outro pela infertilidade

Ninguém precisa desse tipo de cobrança, até porque, além de ser extremamente cruel, não resolve o problema. São nas horas difíceis que a relação precisa se estreitar e não virar um campo de guerra. Por mais que vocês tenham um dia uma briga homérica, lembre-se que ninguém quer ter um problema, ninguém escolheu ter uma menstruação irregular, ou uma endometriose, ou espermatozoides lentos, por exemplo.

Busque ajuda psicológica, se você sentir necessidade

Buscar ajuda profissional, como uma terapia ou uma terapia de casais, pode ajudar muito a passar por momentos como esse. Aprender a lidar com a ansiedade, com as frustrações e com os desapontamentos é importante para você manter a sua saúde mental, tão importante quando alguém quer ter um bebê.

Aprender a ser mais resiliente também te torna mais forte e mais seguro não só para passar por esse problema, mas por outros que fazem parte da vida.

Busque um médico em quem você confia

Ao longo de um problema de infertilidade, milhares de tratamentos, exames e procedimentos são requisitados. Tenha ao seu lado um médico que te passe confiança e que seja uma pessoa empática com o seu problema.

Na foto vemos um equipamento médico para ilustrar a importância de um médico em quem a pessoa confie.

É importante que você se sinta confortável para esclarecer todas as suas dúvidas, que ele te explique como os procedimentos irão ocorrer, quais as chances reais de darem certo, qual o custo exato de tudo isso. Um profissional competente nesse momento é crucial e faz toda a diferença.

Não se foque apenas nos seus problemas

Já vi conhecidas que deixaram de ter uma vida normal e uma relação saudável com seus parceiros porque não tiravam esse problema da cabeça nenhum segundo do dia. A ansiedade já é algo que atrapalha muito quando você quer engravidar, e pensar nisso o dia todo pode te trazer verdadeiros problemas, tanto para a sua saúde, quanto para o seu casamento.

São nas grandes dificuldades que encontramos nossa criatividade e descobrimos um mundo além dos nossos problemas.

Portanto, por mais difícil que possa parecer, se foque em outras coisas: seu trabalho, seu hobby, seus amigos, você mesmo. Enfim, ocupe sua cabeça de alguma maneira, afinal “cabeça vazia, oficina do dia…”.

Não se culpe

Não se sinta menos mulher ou menos homem porque você está passando por isso. Existem situações que nós simplesmente não temos controle. O que cabe a nós é fazermos o que está ao nosso alcance. Aquiete o seu coração, permita-se se sentir triste de vez em quando, mas quando a tristeza passar, erga a cabeça e siga em frente!

Não se compare com os outros

A comparação é a maior inimiga da felicidade. As vezes, aquela família com 5 filhos está passando por outros problemas graves que você nem imagina.

Lembre-se que nós nunca sabemos o que está se passando com o outro. Tendemos sempre a ver o que deu certo, mas nunca o trajeto para se chegar até ali, e muito menos as tempestades que a pessoa enfrentou durante o caminho.

Não perca o melhor de você

Não é porque você está passando por um problema que você deve descontar isso nos outros e se tornar um limão azedo.

Mulher deitada na cama com um olhar triste.

Terão dias em que você não vai querer conversar com ninguém, e isso é ok. O que não é ok é se virar contra o mundo e extravasar sua frustração nas outras pessoas. Não perca o que você tem de melhor para a dor.

Você está no século XXI

Lembre-se que nós temos uma medicina 1.000 vezes mais avançada do que os nossos avós. Embora o problema de infertilidade ainda exista, também existem dezenas de formas de driblá-la. Algumas mais caras e outras mais baratas, algumas mais invasivas e outras menos.

O que importa é que muitos e muitos casais realizam o sonho de terem um (ou mais) bebê graças às tecnologias médicas. Portanto, pesquise, se informe, se planeje e corra atrás de um especialista de confiança.

Leia sobre os tratamentos alternativos

Lembro que, antes de engravidar, eu fiz um tratamento de acupuntura (que não tinha o foco de me fazer ovular). Se ajudou eu não sei, mas já está comprovado cientificamente que a acupuntura apresenta efeitos benéficos na infertilidade [fonte].

Procedimento de acupuntura para a infertilidade.

Além de reduzir a ansiedade, ela tem ação sobre a ovulação, podendo melhorar a qualidade dos óvulos, e sobre a implantação do embrião, pelo aumento da vascularização do endométrio.

“Não gosto desse tipo de pergunta”

Pode parecer meio ríspido responder isso quando alguém lhe pergunta porque você ainda não tem filhos ou algo do tipo. Mas mais ríspido ainda é fazer esse tipo de pergunta. Se isso te incomoda, deixe a pessoa saber que esse assunto não é bem vindo. Mesmo eu tendo uma filha, eu detesto quando alguém me pergunta quando eu vou ter o segundo. Poxa, mesmo se eu estiver me planejando para ter mais um bebê daqui um ano ou mais, eu não vou sair por aí contando.

Portanto, se você sente que alguém está invadindo a sua privacidade, fale isso com jeitinho, mas fale.

Recorra à sua fé

E aqui eu nem estou falando de religião em si. É claro que se você frequenta uma determinada igreja, é super válido pedir uma oração. Se você, de repente é espírita, vale a pena passar por um tratamento espiritual, e assim vai.

Todos nós acreditamos em algo, mesmo que seja em uma força superior ou na força do universo. Recorra ao que você acredita, com toda a sua fé. Isso nos acalenta, esquenta nosso coração e dá o conforto que nossa alma precisa.

Busque por pessoas que passaram por isso e tiveram sucesso

Quando eu conheço alguém que está passando por esta fase, eu sempre recomendo o canal da Flávia Calina. Eu acompanho a Flávia há uns bons anos. Ela é uma mulher muito doce, que faz um trabalho muito lindo no Youtube. Hoje ela tem três filhos, mas ela e o marido passaram 7 anos lutando contra a infertilidade. Ela fez muitos vídeos falando sobre o que eles sentiam, sobre a FIV que fizeram (os três filhos dela existem graças a FIV), sobre infertilidade masculina e por aí vai.

Procure por pessoas que já passaram por isso com sucesso: isso ajuda a manter a esperança e a seguir firme no seu propósito.

Você não está só!


É claro que este post aborda de forma bem ampla um tema tão complexo. Não existe uma forma de fazer um único post completo sobre esse assunto, já que ele aborda muitas peculiaridades.

Vamos voltar a falar disso aqui no Canto da Isa, mas hoje eu só queria te dizer que você não está sozinha nessa.

Mãos dadas, em um gesto de carinho.

Muitos procedimentos estão sendo pesquisadas para realizar o sonho da maternidade/paternidade. Por isso, meu conselho é que você, por mais difícil que esse assunto seja, desabafe com alguém. Deixe-se abraçar pelas pessoas que te amam. Se permita sentir acolhido por quem torce por você.

E não desista, se é isso que te move e que você realmente deseja, não desista!

Um abraço, com carinho.


* Você gosta do conteúdo do Canto da Isa? Assine nossa newsletter para receber conteúdos exclusivos! Nos acompanhe também nas redes sociais! Curta, comente e compartilhe com seus amigos!

**(Todas as imagens utilizadas neste post foram retiradas do site Unsplash e possuem os seus direitos respeitados).