Papo de mãe

Chegou a hora do batismo: como escolher os padrinhos?

Na foto vemos uma pia batismal.

Para muitas pessoas, o batismo é muito importante por ser o primeiro sacramento de uma pessoa (no catolicismo).

De acordo com a Igreja Católica, o batismo torna a pessoa filha de Deus, e ela passa então a fazer parte da família de Jesus, que é a Igreja. A criança depois de batizada se torna um membro ativo e uma testemunha que vive a missão de anunciar Cristo aos povos.

Por ser uma data importante para os católicos, muitas pessoas ficam em dúvida de como escolher o padrinho e a madrinha dos filhos. Neste sentido, alguns pontos devem ser levados em consideração nesta escolha. Vamos à eles:

Qual é o papel de uma madrinha e de um padrinho de batismo?

Antes de tudo, é importante entender qual é o papel que um padrinho e uma madrinha desempenham na vida de uma criança.

Na foto vemos uma mulher segurando uma criança para ser batizada.

A tradição nos ensina que os padrinhos são os responsáveis por educar, junto aos pais, as crianças na fé, nos bons costumes e nos bons valores, levando sempre em consideração conceitos como responsabilidade e honestidade.

Cabem aos padrinhos acompanhar o afilhado com a presença, com o bom testemunho de cristão, com o exemplo de pessoa honesta e, por vezes, assumir a responsabilidade dos pais ou auxiliá-los quando estes não estão presentes.

Ou seja, é uma tremenda responsabilidade tanto escolher os padrinhos, como batizar uma criança. Portanto, é imprescindível que tantos os pais quanto os padrinhos tenham consciência desta importância para que essa escolha não traga consequências no futuro da criança.

O que levar em consideração na hora de escolher os padrinhos de batismo

Agora que nós já sabemos a importância desta função tão importante, o que considerar na hora de escolher os padrinhos dos nossos filhos?

1. Decisão de comum acordo

Na foto vemos uma criança com a bíblia sagrada.

É importante que o casal tome a decisão em conjunto. Não adianta a mãe querer escolher os padrinhos para o filho, se o seu companheiro não está de acordo.

Também é interessante saber se os familiares ou amigos que vocês pensam em convidar para apadrinhar o seu filho não se sentiriam constrangidos com a situação. Isso ocorre, por exemplo, quando o padrinho e a madrinha não são um casal.

2. casais não casados

É obvio que até mesmo casais casados há anos podem enfrentar uma separação um dia. Porém, é interessante considerar se é uma boa ou não chamar casais que apenas namoram ou que namoram há pouco tempo, principalmente se um dos dois era seu amigo e o outro se aproximou apenas por conta do relacionamento.

Na foto vemos os pés de uma criança na pia batismal.

Nesta situação, é importante refletir se esta relação é sólida o suficiente, ou se o namoro vive no “termina-volta-termina-volta”, ou se um dos dois está um pouco indeciso quanto ao futuro do casal.

Eu sei que parece estranho colocar essa questão desta maneira, mas não seria justo com a criança ter uma madrinha ou um padrinho ausentes, por exemplo. Portanto, quanto mais analisarmos esses aspectos, melhor.

3. Os padrinhos não devem ser um “reconhecimento social” ou de amizade

Na foto vemos um menino sendo batizado.

O batizado do seu filho é muito mais do que provar para alguém que ele é tão ou mais querido que os demais.

Muitas decisões errôneas se baseiam neste critério: escolher um parente próximo porque, caso contrário, ele ficaria chateado; escolher um amigo porque outros amigos já são padrinhos dos seus outros filhos ou do seu casamento; escolher o chefe porque, caso contrário, sua relação no trabalho ficaria estremecida, e assim por diante.

Muitas vezes aquele melhor amigo da sua vida está para se mudar de cidade. Qual contato vocês teriam depois da mudança? Faria mesmo sentido manter a criança tão longe dos padrinhos? E mais: isso faria alguma diferença na amizade de vocês, pais?

Ou então, aquela tia que você raramente tem contato… seria a melhor escolha chamá-la para ser madrinha da sua filha só porque ela é a sua única tia? Pense nisso!

4. Os padrinhos são pessoas honestas e adotam um estilo de vida coerente com os princípios cristãos?

Na foto vemos um sapatinho cor de rosa e uma vela com uma cruz de batismo.

Eu nem vou entrar no mérito de dizer que os padrinhos devem frequentar a missa todos os domingos, etc e tal.

Mas sim que eles devem ser pessoas que vivem em coerência com os princípios cristãos: ser honesto, ser íntegro, ser fiel, ser correto em suas atitudes e ser o tipo de pessoa que procura sempre se melhorar.

Não adianta escolher um padrinho ou uma madrinha que têm um estilo de vida completamente contrário ao que a igreja propõe: vivem relações promíscuas, estão relacionados a atos ilícitos, e assim por diante. Lembre-se: eles devem ser, assim como você, o exemplo para o seu filho.

5. Exemplo de vida e não de riqueza

Escolher os padrinhos dos filhos baseado no bolso deles é uma péssima ideia. Mais vale um padrinho e uma madrinha presentes, mas humildes, do que padrinhos ricos e distantes.

Como convidar os padrinhos?

Eu sugiro que os padrinhos sejam convidados com uma certa antecedência (para dar tempo de se prepararem para o curso de batismo, por exemplo) e por meio de uma conversa.

Não é comum, mas pode acontecer dos padrinho negarem o convite. Neste caso, apenas agradeça a franqueza e honestidade das pessoas (não é qualquer um que está preparado para tamanha responsabilidade, por isso não fique chateado se as pessoas escolhidas não estiverem).

Caso os padrinhos aceitem o convite, você pode entregar o convite formal, com (ou sem) alguma lembrança junto. Um exemplo de convite para batizado é:

Na foto vemos um modelo de convite para batizado.

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** Todas as imagens utilizadas neste post foram retiradas da Plataforma Canva e possuem os seus direitos respeitados.