Bem estar materno e infantil

União entre as mulheres: porque a sororidade é tão importante quando somos mães

Pára tudo!!!!!

Você sabe o que é sororidade?

Se você ainda não topou com essa palavra por aí, talvez esteja na hora de aprendê-la.

Na imagem vemos quatro mulheres e uma citação do que é sororidade (é a união e aliança entre as mulheres, baseadas na empatia e companheirismo, em busca de alcançar um objetivo em comum).

A força da mulher

Na imagem vemos 3 mulheres negras pintadas para algum ritual.

Eu adoro falar sobre a força feminina. Adoro pensar no quão forte somos. Adoro pensar no quão insubstituíveis somos para o planeta. Afinal, não há como uma vida ser gerada sem um corpo feminino. Nós estamos imersas e presentes em todas as etapas da vida humana: na fecundação, na gestação, no parto e na amamentação. Isso por si só já nos torna seres superfantásticos.

As mulheres são genuinamente capazes de fazer tudo o que quiserem. Vemos mulheres enfrentando duas, três e até quatro jornadas de trabalho. Vemos mulheres diariamente dando o suor para abastecerem suas casas e para alimentarem os seus filhos.

Nós estamos nos trabalhos duros e pesados, estamos descobrindo curas para diversas enfermidades, estamos nos aventurando no espaço, estamos liderando centenas de pessoas, estamos educando nossas crianças, e assim por diante. Nós podemos estar em todos os lugares e desempenhando qualquer função.

Mas a jornada é longa…

Porém, apesar dos nossos superpoderes, ainda enfrentamos duras batalhas.

Na imagem vemos estatísticas  que mostram o quanto as mulheres ainda possuem seus direitos infringidos pela sociedade.

A união faz a força!

Acho que deu para perceber que, embora sejamos seres humanos com superpoderes de gerar e manter a humanidade, nossos direitos ainda estão bem aquém de serem iguais aos dos homens.

E eu não estou falando que todos os homens são os vilões da nossa situação. Muito pelo contrário: existem homens que lutam lado a lado com as mulheres, para que estas tenham tanto respeito pela sociedade quanto eles.

Assim como existem muitas mulheres, infelizmente, que reproduzem discursos machistas e incoerentes sobre outras mulheres, principalmente no que diz respeito à maternidade. É triste observar que, ao invés de nos unirmos, ainda estamos em uma encruzilhada de caminhos que levam aos julgamentos, aos discursos de ódio e ao aprisionamento feminino. Isso tudo em pleno século XXI.

Mas, já que estamos falando que a união é a força, como podemos colocar em prática a sororidade?

Abaixo serão apresentadas algumas práticas que podemos (e devemos!) fazer e ensinar para as nossas crianças. Lembre-se: cabe à nós mudarmos a nossa realidade!

Prática 1: Pare de julgar!

Apenas PARE!

Na imagem vemos sete mulheres diferentes, uma ao lado da outra,

Vamos parar com essa mania absurda de julgar como uma mulher se veste, como ela se comporta, como ela cria os seus filhos, como ela cuida da casa (ou não) ou como e com quem ela se relaciona.

Vamos abandonar essa mania estúpida de julgar as mulheres que não querem ter filhos (ou as que tem muitos), as que não querem se casar (ou as que sonham com véu e grinalda) e as que sonham em ser bem sucedida profissionalmente (ou as que querem trabalhar em casa).

Vamos respeitar as escolhas de cada uma, seus corpos (sarados ou cheinhos) e suas roupas (curtas ou longas). Nossos filhos e filhas merecem esse exemplo!

Prática 2: Pare de rotular outras mulheres como concorrentes

Na imagem vemos duas mulheres apertando as mãos em sinal de luta.

Por mais bizarro que isto pareça, muitas mulheres enxergam outras como inimigas e/ou concorrentes. Mas de que, afinal? Seria uma concorrente de beleza? De inteligência?

Seja lá o que for, mudar este tipo de comportamento faz um bem danado e é um grande benefício da sororidade.

Comece observando outras mulheres, e tente compreendê-las antes de julgá-las. Transforme esse sentimento ruim de rivalidade em algo bom, como amizade, respeito e carinho.

Prática 3: Incentive, divulgue e consuma o trabalho feito por outras mulheres

Uma boa forma de praticar a sororidade é incentivando, divulgando e consumindo o trabalho realizado por outras mulheres.

Indicar mulheres para vagas de empregos também é uma ótima oportunidade de nos unirmos e mudarmos as estatísticas do desemprego feminino. Uma garotinha (e um garoto, por que não?) será muito mais livre se puder ter a chance de observar as mulheres atuando em diversas funções na sociedade.

Prática 4: Contrate mulheres na sua empresa

Na imagem vemos uma mulher em frente a uma bancada de café.

Se você tem uma empresa, por que não contratar mulheres competentes para trabalhar com você?

E caso elas já trabalhem com você, que tal colocar em prática todos os direitos que elas possuem, incluindo aqueles relativos à maternidade? Você pode ser um ótimo exemplo para outras corporações!

Prática 5: Ajude outras mulheres

Existe uma infinidade de opções de como ajudar outras mulheres que estejam precisando de apoio e ajuda.

Isso vai desde ouvir uma mulher que esteja precisando de conselhos e direcionamentos até ajudar uma mulher que esteja vivendo em uma relação de abuso ou em necessidade.

Se você quiser ir além, proponha na sua comunidade uma feira de doações de comidas, roupas, calçados, itens infantis e leite, por exemplo, e doe para uma mulher que esteja precisando de ajuda. Inclua seus filhos nesta empreitada. Dependendo com o que você trabalhe, ofereça para alguma mulher que esteja passando por necessidades uma ajuda gratuita.

Juntas, nós somos mais fortes!

Prática 6: Empodere as mulheres à sua volta

Ajude as mulheres que estão à sua volta a terem voz.

Como? Dê conselhos, ofereça o seu tempo, sua ajuda, seus conhecimentos. Indique livros, vídeos e documentários que ajude as mulheres a se informar e se empoderar.

Na imagem vemos uma mulher mostrando sua força.

Converse com suas amigas sobre feminismo, sobre sororidade, sobre direitos humanos e da mulher. Mostre para as suas filhas e filhos que existiram mulheres importantíssimas na nossa História que fizeram toda a diferença em diversas áreas sociais e do saber.

Prática 7: Eduque as crianças para serem feministas

Você pode até discordar de certos discursos do feminismo, mas há de concordar que ainda sofremos – e muito – com a falta de segurança, de apoio e de respeito por parte da sociedade como um todo.

Tenho certeza absoluta que não é em um mundo discriminatório que você quer que os seus filhos e filhas cresçam. É por isso que é tão importante ensinar as crianças a serem feministas. Para dicas, clique aqui.

Prática 8: Respeite as mulheres mais velhas

Na imagem vemos três mulheres mais velhas tirando uma selfie.

Chegar na terceira idade é lindo! É sinal que a pessoa enfrentou e viveu diversos acontecimentos e continua ali, firme e forte. E, o melhor: cheia de experiências para nos ajudar.

Fico muito chateada quando eu ouço que, enquanto os homens envelhecem e ficam mais charmosos, as mulheres viram trapos. Não, não e NÃOOO!!!

Não vamos mais cair nessa coisa que rugas em um rosto masculino é sinal de experiência, enquanto no rosto feminino é sinônimo de “velhice”, ou que um cabelo grisalho no homem é charmoso, enquanto na mulher é relaxo (percebe o sentido pejorativo?).

Vamos respeitar as mulheres mais velhas que nós. Vamos ensinar nossos filhos a verem a beleza do envelhecer sadio. Um dia, será a nossa vez!

Se interessou por este assunto?

Quer se informar mais sobre sororidade? Eis uma lista de livros para você. Boa leitura!

Na imagem vemos seis livros que tratam a questão da sororidade: Para educar crianças feministas, A cor púrpura, Quem tem medo do feminismo negro?, A guerra me ensinou a viver, Mulheres que correm com os lobos e Circulo de mulheres: as novas irmandades.

Fontes utilizadas

FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO/SESC. Módulo de Violência – Pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado. Fundação Perseu Abramo/SESC, 2010.

BRASIL. SENADO FEDERAL. Violência doméstica e familiar contra a mulher. 2015.

AGÊNCIA NEWS. Pesquisa do IBGE mostra que mulher ganha menos em todas as ocupações. Agência Brasil, 2019.

G1 BRASIL. Participação das mulheres no mercado de trabalho segue menor que a dos homens, diz OIT. G1 Brasil, 2018.

ÉPOCA NEGÓCIOS. IBGE: número de mulheres em cargos de liderança caiu nos últimos 4 anos. Época Negócios, 2018.


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** Todas as imagens utilizadas neste post foram retiradas da Plataforma Canva e possuem os seus direitos respeitados.

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